Publicado por: Danielle Means em: Setembro 8, 2008
Dia desses, depois da dança do acasalamento, sei lá porque cargas d´água eu ficava com uma música na cabeça.
- Mamãe vai me dar um irmãozinho, estou contente, que bom…
Ele, MUITO assustado, pergunta:
- Por que tá cantando essa música???
- Nada, ué… É que fiquei a semana inteiro ouvindo “Palavra cantada” com Marina…
- Ihhhhh, então arranja outra música, porque essa você me assusta!
- Credo…fica tranquilo…
- Tem certeza? Você não está me jogando nenhuma indireta? Não está me preparando de novo?
- Não! É só uma música!
- Logo essa? E logo agora?!!
A semana passou. Mais uma vez, depois do curso intensivo de dança, lá estou eu com uma música na cabeça. Ele pergunta:
- Eu sei que você está com uma música na cabeça… É a mesma de novo? Pára com isso…
- Não…
- Então qual é?
- Nenhuma…esquece.
- Aposto que é a mesma! Andou ouvindo Palavra Cantada de novo?
- Não… Essa semana foi Mamonas Assassinas.
- Então qual é a música???!! Fala!!
- Robocop gay.
Ficou PUTO.
Publicado por: Danielle Means em: Setembro 7, 2008
No início da semana fui surpreendida por uma moto. Não lembro como aconteceu, só sei que fui atropelada, e abri os olhos com a cara no asfalto. Por fora marcas relativamente pequenas, mas não imaginava o quanto nosso corpo é frágil e que músculos machucados doem tanto quanto ossos fraturados.
É realmente uma pena que as pessoas não tenham noção que o amanhã não existe. Foi rápido. Não lembro qual foi meu último pensamento antes do acidente. Não sei quais foram minhas últimas palavras. Comprei roupas semana passada…quem iria usar? Eu tinha falado tudo que era preciso para todo mundo? Seria assim? Não chegar em casa?
Não entrei em crise. Não fiquei desesperada para falar com todas pessoas que conheço, nem falar para tudo que acharia necessário. Ainda tá tudo guardado. Também não tenho vivido como se não houvesse amanhã… A diferença é que a gente passa a ver as coisas diferentes. Tanta coisa pequenininha. Sabe quando a gente vai arrumar o armário e acha chaves velhas, moedas antigas, um pé de meia guardada há anos sem o par… Sabe?
A propósito, o sinal abriu enquanto eu estava no meio da rua. Eu estava de fone…provavelmente não ouvi a moto. Há tempos minha mãe diz pra eu não andar de fone, porque tira os reflexos…mas sempre fui tão cuidadosa! E como assim o sujeito não é cuidadoso com sinal em ponto de ônibus? Como assim tem uma pessoa no meio da faixa e é atropelada em 1 segundo que o sinal abriu? Bem… agora não importa. O importante é que estamos bem. Acidentes são assim, e por isso se chamam acidentes. A gente pode até tentar se previnir, mas evitar, só Deus mesmo.
Isso que dá não ouvir a mãe. Ouviu Marininha?
Beijo em todos.
Boa semana, e menos moto no meio do caminho. Ou pelo menos, menos fones.
Publicado por: Danielle Means em: Setembro 5, 2008
Publicado por: Danielle Means em: Setembro 3, 2008
A gente vive reclamando do que cobram da gente. Aquela tia que cobra o casamento, os pais que cobram atitudes, a sociedade que te cobra uma série de coisas, começando por sua posição enquanto mulher. Mas, e você? O que você se cobra? O que você precisa ser para se sentir gente? Ou em que você precisa se transformar para se sentir você?
Eu preciso ser uma mulher de 35 anos, com carinha de 25. Ok, 30, no máximo, porque 90% das minhas amizades e 100% dos romances têm menos de 30. Ok, 25, no máximo.
Preciso ser mãe solteira, com carinha só de solteira. Ter 35 anos, ser mãe AND solteira, envelhece.
Preciso me sentir atraente, porque ser mãe, solteira AND ter 35 anos, mexe com meu ego.
Preciso sair com a minha filha e fazer com que a mochilinha rosa faça parte do visual, sem parecer ridícula.
Preciso ser uma mulher que veste 40, principalmente quando chegar aos 40.
Preciso ser uma mulher que saiba falar sobre tudo. E ouvir de tudo. Só detesto ouvir a mesma coisa várias vezes, e pela mesma pessoa.
Todos os dias preciso beijar, agarrar, abraçar, morder, apertar e dizer “mamãe te ama muuuuito”.
Tudo na minha vida precisa ser definido. Tudo precisa de um lugar. Aqui ficam as calças, aqui os sapatos, aqui a bagunça. Você é meu amigo, você meu ex, com você é só bobeira, e você é eterno enquanto dure.
Preciso de pessoas diferentes de mim. Não há nada mais irritante do que lidar com meus defeitos.
Não preciso falar o que penso… Só o que sinto.
Preciso não ser o centro das atenções.
Preciso escrever.
Preciso tomar Coca-cola.
Preciso falar com Deus antes de dormir.
Precisada estou de dinheiro, de férias num lugar maravilhoso, de alguns mimos e Kerastase. Ah! E também de alguma receitinha, creminho ou mandinga para evitar olheiras. Alguém?